Médica Raissa Soares sinaliza candidatura em 2026 e critica Roberta Roma e João Roma

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Raissa diz que deputada Roberta Roma parece viver à sombra de alguém

Durante entrevista ao programa Central de Política, na rádio Interativa FM 93,7, neste sábado (08), a médica e ex-candidata ao Senado, Dra. Raissa Soares (PL), afirmou que está disposta a disputar as eleições de 2026. Para ela, a decisão dependerá da vontade popular e das pesquisas eleitorais, mas garantiu que, se houver demanda, estará na disputa. “Meu nome vai estar à disposição, sim. Se as pesquisas me mantiverem nessa condição, vamos compondo e essa boa vontade do povo será manifestada em voto”, declarou. Raissa reforçou seu desejo de lutar pelo governo da Bahia e oferecer “dignidade ao povo baiano”.

A ex-candidata também fez críticas ao Partido Liberal da Bahia e à atuação da deputada federal Roberta Roma. Raissa afirmou que não acompanha mais o trabalho da parlamentar e questionou sua relevância política. “Eu não tenho como nem avaliar Roberta Roma. Ela faz o seu trabalho, mas hoje desisti de acompanhar. Parecendo sempre à sombra de alguém, ela não se destaca dentro do que entendemos como uma atuação política relevante”, disparou. A médica enfatizou que sua ligação com Roberta ficou restrita à campanha eleitoral e que, atualmente, não tem qualquer vínculo com a deputada.

Além disso, Raissa criticou a gestão do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado, afirmando que a Bahia enfrenta retrocessos nos últimos 20 anos.

Sobre as eleições de 2022, Raissa analisou a estratégia do PL na Bahia. Segundo a médica, a decisão de lançar João Roma ao governo e sua própria candidatura ao Senado tinha como principal objetivo garantir palanque para Jair Bolsonaro no estado. “Naquele jogo de xadrez político, foi o melhor que conseguimos. A missão era rodar a Bahia e fazer com que a campanha de Bolsonaro chegasse ao interior”, explicou.

No entanto, reconheceu que essa estratégia pode ter impactado negativamente a eleição de ACM Neto, derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT). “Quando olhamos para a votação de Roma para o governo, vemos que isso poderia ter garantido a vitória de ACM Neto no primeiro turno. Mas, ao mesmo tempo, ele não declarava apoio a Bolsonaro”, ressaltou.

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