
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, revelou seus planos para as eleições de 2026, projetando uma possível aliança com o ex-ministro João Roma e o Partido Liberal (PL). Em entrevista a uma emissora de rádio de Salvador nesta terça-feira (01), o político afirmou que espera formar uma aliança com cinco ou seis partidos para as próximas eleições.
Durante a entrevista, ACM Neto foi questionado sobre as críticas relacionadas à pouca atenção dada aos pequenos municípios durante sua campanha em 2022, fator que teria contribuído para sua derrota. Ele minimizou as críticas, lembrando que visitou 330 cidades durante a disputa e que houve um processo de convergência para as grandes cidades. “Em 2022, nós ganhamos em 17 das 20 maiores cidades. A chapa será tratada em 2026”, garantiu o ex-prefeito.
Quando perguntado sobre a indefinição em relação ao apoio a candidatos presidenciais em 2022, se Lula ou Bolsonaro, ACM Neto negou que sua postura de “Tanto Faz”, que foi usada na campanha, tenha prejudicado sua imagem. “Jamais disse isso. Foi uma jogada de marketing da campanha do PT. Eu não queria nacionalizar a campanha. Não tinha identificação com nenhum dos candidatos e votei na candidata do meu partido”, garantiu.
Em relação às articulações sobre o nome do prefeito de Salvador, Bruno Reis, para candidato a governador nas eleições do próximo ano, ACM Neto declarou que não acredita que isso acontecerá. “Bruno Reis é um quadro preparado para qualquer função. Temos uma forte relação, ele foi meu assessor. Bruno deve cumprir o mandato até 2028, como eu fiz”, afirmou.
Sobre a participação do ex-deputado Marcelo Nilo na chapa, ACM Neto afirmou que ainda há tempo para decidir e que a posição só será tomada em 2026. Ele também comentou que o União Brasil terá um candidato à presidência em 2026, citando o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como um possível nome. Também, destacando os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Minas Gerais, Romeu Zema(Novo) , como nomes qualificados da oposição.