
Durante pronunciamento na Câmara de Vereadores de Ilhéus, o vereador Tandick Resende (União Brasil) fez duras críticas à Casa Civil e à Procuradoria Jurídica do Município em razão dos vetos aplicados pelo prefeito Valderico Júnior (UB) a projetos de autoria dos parlamentares ilheenses.
Segundo o vereador, dos 14 vetos encaminhados pelo Executivo à Câmara, 10 teriam sido protocolados fora do prazo legal. “Está aqui, olhe, secretário Vinícius Ibran, ex-prefeito de Buerarema por oito anos. Dos 14 vetos do prefeito, 10 foram protocolados fora do prazo. Isso é uma verdadeira tecnia produzida pela Procuradoria do Município, liderada por Dr. Jorge Cajueiro e seus asseclas. Procurador, sanção tácita. Eu não vi isso nem no governo de Mário Malandrão”, declarou Resende.
O parlamentar também afirmou ter procurado o Procurador-Geral ao tomar conhecimento do veto a um projeto de sua autoria, que tratava da proteção do patrimônio histórico e cultural de Ilhéus. “Quando questionei, ele apenas disse que meu projeto estava cheio de tecnia e, por isso, foi vetado”, relatou.
De acordo com Tandick, ao analisar o documento do veto, constatou que o texto “não possuía conteúdo formal”. “É uma tese que vai do nada a lugar nenhum. A Comissão de Legislação e Redação Final acertadamente opinou pela rejeição do veto”, afirmou.
O vereador também criticou o que considera falhas administrativas no envio das matérias à Câmara. “Os projetos deveriam ser protocolados com 15 dias de antecedência, conforme determina a Lei Orgânica do Município. O prefeito precisa rever as peças que colocou no governo, pois não dialogam com os vereadores”, declarou.
Apesar de integrar o mesmo partido do prefeito, o União Brasil, Tandick Resende tem adotado uma postura independente dentro da Câmara Municipal.