
Itabuna amanheceu de luto nesta terça-feira com a morte do médico e ex-secretário municipal Dr. Baldoíno Azevedo, aos 85 anos. Figura bastante conhecida na cidade, especialmente pelo trabalho social e filantrópico, ele faleceu no Hospital Calixto Midlej Filho, onde estava internado e passou por procedimentos cirúrgicos em decorrência de um tratamento prolongado contra um câncer de próstata.
Natural de Jequié, no sudoeste baiano, Dr. Baldoíno nasceu em 24 de abril de 1940. Médico clínico e patologista, foi um dos primeiros profissionais negros a atuar na área da saúde em Itabuna, destacando-se pelo compromisso com a população mais vulnerável. Ao longo da carreira, fundou diversos laboratórios em municípios do sul da Bahia e, em 1988, criou a fundação que leva seu nome.
Localizada no bairro de Fátima, a Fundação Dr. Baldoíno Lopes de Azevedo desenvolve um importante trabalho de acolhimento e assistência a crianças e, principalmente, idosos em situação de vulnerabilidade social. A instituição mantém o Lar dos Idosos e a Creche Escola Pequeno Lar, além de oferecer apoio a pessoas idosas e a pessoas que vivem com HIV/Aids, com recursos provenientes de doações públicas, privadas e da colaboração da comunidade.
Por décadas, Dr. Baldoíno também manteve um laboratório de análises clínicas no bairro Pontalzinho. Em reconhecimento à sua atuação comunitária, em 1993 foi convidado pelo então prefeito Geraldo Simões para assumir a Secretaria de Assistência Social de Itabuna.
Dr. Baldoíno Azevedo deixa a esposa e três filhos: Kátia Guedes de Azevedo, Alexander Guedes de Azevedo e Fernanda Azevedo. Até o momento, a família não divulgou informações sobre o local do velório e o horário do sepultamento.
Redação, com informações do blog do Bené.