
Não andam nada amistosas as relações entre os senadores Ângelo Coronel e Otto Alencar, ambos do PSD. O motivo: as articulações para a composição da chapa governista ao governo da Bahia, incluindo as vagas para o Senado.
Ângelo Coronel não atende mais às ligações do compadre Otto Alencar; ele perdeu a paciência com o colega de Senado Federal. Coronel não perdoa o “ciscar para dentro” de Otto ao indicar o próprio filho, o deputado federal Otto Filho, para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A nomeação selou o apoio do PSD à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Nesse jogo combinado, o senador Ângelo Coronel não aceita ter ficado à margem da negociação. Ele enxerga no processo muita esperteza de Otto Alencar. Restaram a Coronel as opções da vaga de vice ou a suplência de senador, já oferecida por Jaques Wagner.
Sem paciência, Coronel delegou as negociações em nome da família ao filho, o deputado Diego Coronel. Um encontro já ocorreu com o governador Jerônimo Rodrigues, que busca administrar o conflito.
A Lavagem do Bonfim promete. A festa religiosa costuma ser um termômetro da política baiana e Coronel resolveu participar. As outrora relações entre os compadres já não são as mesmas. Faltam poucos meses para as eleições de outubro.