
A primeira dama de Itapetinga, a professora Maria José Gomes Hagge, conhecida como Zezé Hagge, foi exonerada do cargo de secretária municipal de Desenvolvimento Social do município, pelo próprio marido, o prefeito Eduardo Hage (MDB). A decisão, publicada no Diário Oficial do Município, foi divulgada por meio de comunicado da prefeitura do sudoeste baiano sem apresentar motivação especifica. No decreto, a exoneração consta como sendo “a pedido”.
Entretanto, segundo apuração do Portal A Tarde junto a fontes próximas ao governo municipal, Zezé Hagge exercia forte influência sobre a gestão de Eduardo Hagge. Um dos episódios que causaram desgaste foi a nomeação do personal trainer da primeira-dama para um cargo comissionado na prefeitura, com salário de R$ 7,5 mil.
Nos bastidores políticos de Itapetinga, Zezé Hagge era vista como peça central nas articulações da gestão, sendo apontada como quem tomava decisões estratégicas e pressionava o prefeito a exonerar adversários políticos. Fontes relatam ainda que ela teria orientado vereadores da oposição sobre cargos comissionados que estavam sendo negociados, agravando o clima interno e tornando sua permanência no governo insustentável.
O prefeito Eduardo Hagge já responde a diversas denúncias no Ministério Público relacionadas à prática de nepotismo, incluindo a nomeação da própria esposa para o cargo de secretária. Embora a Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF) não se aplique a cargos de natureza política, como secretarias municipais e estaduais, o caso ganhou repercussão no meio político.
Com a exoneração, Zezé Hagge retorna ao cargo de professora efetiva da rede municipal de ensino, função para a qual é concursada.
A equipe do Central de Política entrou em contato com a Prefeitura de Itapetinga solicitando manifestação oficial sobre os motivos da exoneração. Assim que houver resposta, as informações serão atualizadas.