EMASA anuncia cobrança de 70% na tarifa de esgoto em Itabuna e discute futuro da empresa em reunião no SINDAE

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O presidente da Empresa Municipal de Águas e Saneamento de Itabuna (EMASA), Ivan Maia, participou na manhã da última quarta-feira(30) de uma reunião na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (SINDAE), em Salvador, na manhã de quarta-feira (30). Na pauta, estavam a retomada da tarifa de esgoto em Itabuna e o futuro da empresa, incluindo a possibilidade de privatização

Segundo o sindicato, Ivan Maia confirmou que, a partir do próximo mês será aplicada uma cobrança de 70% na tarifa de água referente ao serviço de esgoto. A medida definida entre 2017 e 2018, estava suspensa por decisão judicial. Em nota enviada ao Central de Política, a Emasa informou que a cobrança foi autorizada em decisão do Tribunal de Justiça da Bahia(TJBA).

“Depois de oito anos sem poder cobrar o percentual real da taxa de esgoto, devido a uma liminar, obtivemos decisão favorável no TJBA. Por último, realizamos o Congresso Águas de Futuro, onde especialistas do setor do saneamento puderam apresentar e discutir com colaboradores da EMASA e a sociedade civil, alternativas para o saneamento de Itabuna e a revitalização do Rio Cachoeira”, disse o presidente da EMASA, Ivan Maia, no encontro com os dirigentes sindicais.

A possibilidade de concessão, privatização ou parcerias públicos privadas foi levantada na reunião, segundo o SINDAE. O presidente da EMASA teria informado as dificuldades financeiras para investir na expansão e modernização dos serviços, e vem estudando alternativas de captação de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Ainda segundo Maia, sem investimentos públicos os custos haveriam de ser repassados à população, o que pode inviabilizar o modelo, diante do perfil socioeconômico do município.
O SINDAE se posicionou contra qualquer proposta de privatização, alegando riscos sociais e econômicos para os trabalhadores e a população.

Em nota enviada ao Central de Política, a EMASA não confirmou a intenção de privatizar a empresa, afirmando apenas que “estudos estão sendo realizado para definir como a EMASA irá operar no futuro”.

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