
O fim de 2025 em Ibicaraí, no sul da Bahia, é marcado por incertezas e apreensão. A gestão da prefeita Monalisa Gonçalves Tavares (União Brasil) surpreendeu a população ao demitir cerca de 600 servidores municipais em pleno período natalino.
A decisão ampliou a vulnerabilidade social no município e trouxe à tona problemas estruturais e judiciais enfrentados pela Prefeitura. Sem o pagamento dos salários e sem perspectiva imediata de recolocação no mercado de trabalho, dezenas de famílias ficaram sem renda às vésperas das festas de fim de ano.
“Passar o Natal e o Ano Novo com um aviso de demissão na mão é uma crueldade sem tamanho”, desabafou um ex-servidor que preferiu não se identificar ao Portal A Tarde.
A economia local, fortemente dependente da circulação desses salários, já começa a sentir os efeitos da retração.
Impacto nos serviços de saúde
A crise administrativa também afeta diretamente os serviços essenciais. Moradores relatam a falta de medicamentos básicos nos postos de saúde da rede municipal. O Hospital Municipal, principal unidade de atendimento da cidade, é apontado como sucateado, com infraestrutura precária e equipamentos obsoletos, o que compromete a qualidade do atendimento à população.
Denúncias e questionamentos judiciais
O cenário de descaso se estende à estrutura da própria Prefeitura. Denúncias indicam a existência de um “cemitério de carros” no pátio do órgão, onde veículos oficiais permanecem abandonados e enferrujando por falta de manutenção.
No âmbito jurídico, a prefeita Monalisa Gonçalves Tavares enfrenta ações que questionam valores que podem chegar a R$ 500 mil. A administração municipal também é alvo de críticas pela ausência de concursos públicos, mantendo o funcionamento da máquina pública por meio de contratações temporárias consideradas precárias.