
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, em mais uma etapa do processo de reestruturação financeira da companhia.
A medida ocorre após um amplo redimensionamento da operação, que incluiu o fechamento de 298 lojas no país — entre elas, a unidade de Itabuna — e busca permitir a renegociação das dívidas sem interromper as atividades da empresa.
O pedido também envolve outras companhias do grupo, como a fabricante de móveis Bartira e empresas ligadas às áreas de logística, tecnologia e comércio eletrônico. Segundo a Casas Bahia, o cenário de juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo pressionou o caixa da companhia.
A empresa também informou que não conseguiu concluir alternativas de captação de recursos que estavam sendo negociadas. Apesar do pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia afirma que pretende manter em funcionamento as lojas que permanecem abertas, o comércio eletrônico e os demais canais de venda.
A recuperação judicial não significa falência: trata-se de um mecanismo previsto em lei para que empresas em dificuldade reorganizem suas dívidas, sob acompanhamento da Justiça, enquanto tentam preservar suas operações.