PF DESCARTA ÁGATHA E ALLAN ENTRE 163 CRIANÇAS RESGATADAS NOS EUA; BUSCAS INTERNACIONAIS CONTINUAM

A esperança de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estivessem entre as 163 crianças resgatadas em uma operação contra o tráfico de pessoas nos Estados Unidos não se confirmou. A Polícia Federal informou que não há crianças brasileiras entre os menores localizados durante a ação realizada na Flórida e em outros pontos.
A informação foi confirmada após consulta às autoridades norte-americanas. Familiares dos irmãos, desaparecidos há mais de oito meses no Maranhão, chegaram a fornecer informações e material genético na expectativa de verificar uma possível correspondência.
Os menores encontrados nos Estados Unidos estavam, segundo as autoridades locais, em situações de abuso, negligência, exploração e contato com atividades criminosas. Todos foram encaminhados para serviços de proteção e atendimento especializado.
Ágatha e Allan desapareceram após saírem para brincar em uma área de mata. Um primo que estava com eles foi encontrado dias depois, desorientado. Desde então, as buscas continuam e o caso permanece sob investigação da Polícia Civil do Maranhão.
Apesar de a possibilidade envolvendo as crianças resgatadas nos Estados Unidos ter sido descartada, a família tenta ampliar as buscas para além do Brasil. A inclusão dos irmãos na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo internacional utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, está entre as medidas em andamento.
O caso do menino Édson Davi, desaparecido aos 6 anos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, também foi levado à cooperação internacional. Ele igualmente não está entre as crianças localizadas na operação norte-americana.
O novo resultado encerra uma linha de esperança, mas não as buscas. Para as famílias, a mobilização agora segue com o objetivo de ampliar o alcance das informações e tentar encontrar respostas sobre o paradeiro das crianças.