Craque da Seleção sinaliza apoio a Lula nas eleições e publica vídeos com críticas à escala 6×1
O atacante Raphinha, do Barcelona e da Seleção Brasileira, sinalizou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O jogador compartilhou, nos stories do Instagram, dois vídeos com mensagens sobre direitos trabalhistas, combate à desigualdade social e respeito ao resultado das urnas.
Aos 29 anos, o atleta se tornou o primeiro jogador do atual ciclo da Seleção Brasileira a manifestar publicamente uma preferência eleitoral nesse sentido. Embora não tenha declarado apoio a Lula de forma explícita nas publicações, os conteúdos compartilhados abordam pautas associadas ao campo político do presidente.

Uma das gravações critica a escala 6×1, modelo de trabalho em que o profissional trabalha durante seis dias consecutivos e tem apenas um dia de descanso. O vídeo questiona os efeitos das jornadas prolongadas sobre a saúde, o lazer e a convivência familiar, além de contestar a ideia de que trabalhar por mais horas seja suficiente para superar a pobreza.
“Não tem pobreza que resista a 14 horas de trabalho, irmão. Se tem uma coisa que não resiste a 14 horas de trabalho é você. A gente tá falando de trabalho que fica grudado na pele, que fica enrugado no rosto, que tira a saúde, que tira o tempo do lado dos filhos. Ninguém que trabalha 14 horas por dia tem direito à vida”, afirma o trecho divulgado pelo jogador”.
A mensagem se aproxima das reivindicações de setores da esquerda brasileira pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1 sem redução salarial. O tema também integra o debate nacional sobre direitos trabalhistas e qualidade de vida.
Vídeo de Gabriela Prioli
Na segunda publicação, Raphinha compartilhou um vídeo da advogada e comunicadora Gabriela Prioli sobre o papel do Estado na garantia de direitos fundamentais, como saúde, educação, moradia e alimentação. A gravação também destaca políticas públicas de combate à fome e apresenta a saída do Brasil do Mapa da Fome como uma conquista social.
O conteúdo aborda ainda a liberdade religiosa, o respeito às diferentes configurações familiares e o combate à intolerância. A mensagem defende a convivência democrática entre pessoas com crenças e visões de mundo distintas.
Outro ponto discutido é a legitimidade do processo eleitoral brasileiro. O vídeo critica grupos políticos que colocaram em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas após derrotas nas eleições sem apresentar provas de irregularidades.
Ao divulgar as duas gravações, o atacante ampliou o alcance de mensagens relacionadas a direitos sociais, políticas públicas e defesa das instituições democráticas. Apesar de não declarar diretamente seu voto, as publicações sinalizam alinhamento com pautas presentes no campo político de Lula.