MPOX AVANÇA NO RIO DE JANEIRO: CASOS CRESCEM 77% E MINISTÉRIO DA SAÚDE REFORÇA ENVIO DE VACINAS

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Estado já registra 211 casos confirmados em 2026, superando todo o ano passado. Autoridades intensificam o monitoramento e orientam a população sobre sintomas e prevenção.

O avanço dos casos de mpox no Rio de Janeiro colocou as autoridades de saúde em alerta. Segundo os dados mais recentes divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, o estado contabiliza 211 infecções confirmadas em 2026, contra 119 durante todo o ano de 2025. O aumento é de aproximadamente 77%, mesmo antes do encerramento deste ano.

Na capital fluminense, o crescimento também chama a atenção. Somente em setembro e outubro, foram registrados 74 casos, contra dez no mesmo período do ano passado. O município acumula 167 diagnósticos confirmados em 2026, conforme levantamento atualizado até 29 de outubro.

Diante do cenário, o Ministério da Saúde anunciou o reforço no envio de vacinas ao Rio de Janeiro. A medida foi comunicada pelo ministro Alexandre Padilha no sábado (31), que também destacou a manutenção da vigilância epidemiológica em parceria com estados e municípios.

Apesar do aumento, Padilha ressaltou que a situação nacional é diferente da registrada em 2022, quando o Brasil enfrentou um surto com quase 11 mil infecções. Até o último balanço anunciado, o país contabilizava 665 casos em 2026.

SAIBA IDENTIFICAR OS SINTOMAS E COMO OCORRE A TRANSMISSÃO

A mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama. O contato próximo e prolongado com secreções respiratórias também pode favorecer a transmissão.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, ínguas e o aparecimento de feridas ou bolhas na pele, inclusive na região genital. A doença pode provocar complicações, especialmente em gestantes, crianças e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

A vacinação pelo SUS permanece direcionada aos grupos recomendados pelo Ministério da Saúde, não sendo oferecida indiscriminadamente à população.

A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos, evitar contato físico próximo e não compartilhar objetos pessoais até a avaliação de um profissional de saúde.

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