PM é condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato do delegado Mastique em Itabuna

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Após um julgamento marcado por intensos debates entre acusação e defesa, o Tribunal do Júri do Fórum Ruy Barbosa, em Itabuna, condenou o policial militar Cleomário pelo assassinato do delegado José Carlos Mastique de Castro Filho. A sentença foi anunciada por volta das 00h30 desta quarta-feira (25), encerrando uma sessão que se estendeu pela madrugada.
O conselho de sentença, formado por jurados da comunidade, reconheceu a materialidade e a autoria do crime. Com base na decisão popular, o réu foi sentenciado a cumprir uma pena de 14 anos e 3 meses de reclusão, inicialmente em regime fechado. O PM, que é lotado no 15º Batalhão da Polícia Militar da Bahia, deixou o salão do júri já na condição de custodiado para início imediato da pena.
De acordo com informações apuradas no fórum, Cleomário permanecerá inicialmente sob custódia na sede do 15º BPM, em Itabuna. No entanto, existe a previsão de que ele seja transferido para o Batalhão de Choque, em Salvador, unidade especializada para a custódia de policiais militares no estado.
Relembre o caso
O crime, ocorrido em 2019, é considerado um dos capítulos mais emblemáticos e trágicos da segurança pública baiana. O episódio aconteceu nas proximidades de um posto de combustíveis, na área central de Itabuna, onde um conflito entre o policial militar e o delegado resultou no disparo fatal. Por envolver integrantes de instituições coirmãs (Polícia Civil e Polícia Militar), o caso gerou forte comoção e uma tramitação judicial complexa que durou cerca de sete anos.
Apesar da condenação proferida pelo Tribunal do Júri, a defesa do policial militar ainda poderá recorrer da decisão em instâncias superiores, buscando a anulação do julgamento ou a redução da pena imposta. O veredito desta madrugada, contudo, encerra uma longa espera por uma definição judicial sobre o caso que impactou toda a sociedade regional.

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