
Rui Costa e Jaques Wagner dominam as intenções de voto ao Senado na Bahia, enquanto ex-aliado patina fora do grupo governista.
A mais recente pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 23 e 27 de abril, acendeu o sinal de alerta para a pré-candidatura de Ângelo Coronel ao Senado. O levantamento mostra que, após o rompimento com a base governista, o senador ainda não conseguiu viabilizar seu nome como uma alternativa competitiva, aparecendo distante da zona de eleição.
O Domínio Petista
A liderança da disputa permanece consolidada nas mãos das principais lideranças do PT na Bahia. Rui Costa aparece no topo com 24%, seguido por Jaques Wagner, que soma 22%. Juntos, os ex-governadores demonstram a força do capital político construído em quase 20 anos de gestão estadual.
Os números falam por si. Rui Costa aparece na liderança com 24%, seguido de perto por Jaques Wagner, com 22%. A dupla petista mantém a dianteira com folga, reforçando a força de um grupo político que governa o estado há quase duas décadas.
Mais atrás, João Roma soma 9%. Coronel, com 6%, surge distante dos líderes e, até aqui, sem sinais consistentes de reação.
Outros nomes têm desempenho residual: Delliana Ricelli (PSOL) aparece com 1%, enquanto Marcelo Santtana (DC) não pontua. O levantamento também revela um cenário ainda aberto, com 16% de eleitores indecisos e 22% que afirmam votar em branco, nulo ou não participar do pleito.
A pesquisa foi realizada pela Quaest entre os dias 23 e 27 de abril, com 1.200 eleitores em todo o estado da Bahia. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BA-03657/2026.
O contraste é evidente. Enquanto Rui Costa e Jaques Wagner capitalizam recall eleitoral e estrutura política consolidada, Coronel ainda busca um caminho próprio após o rompimento com o grupo governista. Até agora, no entanto, o movimento não se traduziu em crescimento — ao contrário, os números sugerem estagnação.
A eleição ainda está em aberto, mas a fotografia atual da Quaest indica que, sem o PT, Ângelo Coronel ainda não encontrou o impulso necessário para entrar de fato na disputa.
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