
O piloto e instrutor Júnior Miranda, o “Zé Drone”, representa a região pelo quarto ano consecutivo na maior feira de drones da América Latina, em São Paulo.
O Sul da Bahia marcou presença de destaque na DroneShow 2026, a maior feira de drones e tecnologia aeroespacial da América Latina,
realizada em São Paulo.
Representando a região pelo quarto ano consecutivo, o piloto e instrutor Júnior Miranda — amplamente conhecido como Zé Drone — consolidou sua trajetória no evento, reafirmando sua posição como a principal referência em instrução de pilotagem no estado, com mais de 350 profissionais já formados.
Nesta edição de 2026, o foco do evento esteve dividido entre duas grandes frentes: o avanço dos drones de carga pesada e as profundas mudanças na regulamentação do espaço aéreo brasileiro que entram em vigor este ano.
Inovação na logística: Drones que carregam até 100 kg
Um dos principais destaques acompanhados de perto por Zé Drone foi o lançamento do DJI FlyCart 100, um robusto drone multirrotor desenvolvido especificamente para o transporte de cargas pesadas. Dependendo da configuração operacional, o equipamento tem capacidade para transportar entre 80 kg e 100 kg.
“Ver de perto a capacidade de carga, o sistema inteligente de guincho e a alta resistência a intempéries deste equipamento é inspirador. É uma tecnologia que vai transformar a logística em áreas remotas e que, em breve, será aplicada no Brasil para operações críticas e de emergência”, destacou o instrutor baiano.
Mudanças na Legislação: Setor vive ano de transição em 2026*
Além das novidades tecnológicas, o evento serviu como palco para debates sobre o novo cenário jurídico do setor no Brasil. O mercado de aeronaves não tripuladas vive um momento de modernização em suas diretrizes, capitaneado pela ANAC e pelo DECEA.
Duas atualizações principais impactam os pilotos a partir de agora:
• Nova ICA 100-40 (DECEA): Com vigência a partir de julho de 2026, a nova norma do Departamento de Controle do Espaço Aéreo simplifica os procedimentos de autorização de voo, centralizando todas as solicitações dentro do sistema SARPAS, o que promete desburocratizar o setor.
RBAC nº 100 (ANAC): Este novo regulamento substitui a antiga norma RBAC-E nº 94. A partir de agora, a Agência Nacional de Aviação Civil adota uma estrutura baseada no risco da operação e não apenas no peso do equipamento.
Para Zé Drone, estar em dia com a legislação é o que separa o operador amador do mercado profissional, especialmente no Sul da Bahia, onde o uso da tecnologia cresce no agronegócio, segurança e monitoramento ambiental.
“Estamos migrando para um modelo que privilegia a segurança e o desempenho. Mais do que pilotar, nosso papel na Bahia é formar operadores conscientes, que conhecem a lei e sabem utilizar a tecnologia de forma ética, legal e segura”, concluiu.