Cerca de 1,2 milhão de pessoas precisam de assistência; há comunidades isoladas, diz ONU

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Onze dias após o terremoto de magnitude 7,4 ter atingido a Colômbia, em 10 de agosto de 2026, cerca de 1,2 milhão de pessoas precisam de assistência. Segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), há comunidades que ainda não receberam ajuda.

No relatório do órgão, publicado na última quarta-feira (19), são necessários US$ 148,1 milhões (cerca de R$ 767,1 milhões) para responder à crise humanitária concentrada no oeste do país. Cerca de 671 mil pessoas precisam de assistência humanitária e estão concentradas nos departamentos mais impactados: Risaralda, Valle del Cauca, Chocó e Caldas. Outras regiões registraram danos estruturais severos: Antioquia, Quindío, Cundinamarca, Huila, Tolima, Cauca, Putumayo, Norte de Santander e Bolívar, elevando a área total afetada para 15 departamentos e 472 municípios.

A FAO, agência da ONU para Alimentação e Agricultura, alerta para o déficit de informações das regiões rurais, pois o terremoto coincidiu com a temporada de plantio de alguns cultivos e de colheita de outros. Sem um levantamento ativo, regiões costeiras e rurais que dependem de grãos, cereais, pecuária, pesca artesanal e sistemas de irrigação podem ter sofrido perdas no ciclo de produção, o que poderá impactar a segurança alimentar da região.

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