CASO ADRIELE: FAMÍLIA COBRA RESPOSTAS SOBRE MORTE APÓS CIRURGIA EM ILHÉUS; O QUE AINDA PRECISA SER ESCLARECIDO?

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A família da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, que morreu após passar por procedimentos cirúrgicos em um hospital de Ilhéus, cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias do óbito.

O advogado Nery Santana, responsável pela representação da família, afirma que acompanha a investigação da Polícia Civil e ressalta que não pretende atribuir responsabilidade a nenhum profissional antes da conclusão das apurações.

Segundo Santana, Adriele chegou ao hospital com exames pré-operatórios atualizados e, conforme informações fornecidas pelos familiares, não apresentava histórico de hipertensão, diabetes ou outras doenças conhecidas. O advogado afirma ainda que a empresária foi submetida a quatro procedimentos invasivos, entre eles uma remodelação das costelas. Ele sustenta que esse procedimento contrariaria uma resolução do Conselho Federal de Medicina, ponto que deverá ser analisado pelas autoridades e pelos órgãos competentes durante a investigação.

A família também questiona a forma como teria sido informada sobre a morte. De acordo com o advogado, não houve comunicação prévia aos parentes sobre eventual agravamento do estado clínico da paciente.

Uma familiar que acompanhava Adriele teria recebido a notícia do óbito por volta da meia-noite. Em seguida, outro integrante da família teria tentado entrar na unidade e, em meio ao desespero, danificado portas para conseguir acesso. O episódio terminou com intervenção policial e prisão de um familiar por danos ao patrimônio.

Outro ponto levantado pela defesa é a causa inicialmente apresentada para a morte. Santana afirmou ter considerado necessário buscar uma apuração independente e solicitou o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico-Legal.

A família agora aguarda o resultado dos exames periciais para saber o que efetivamente provocou o óbito e avaliar quais medidas jurídicas poderão ser adotadas.

Do outro lado, a defesa do cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback afirmou anteriormente que o procedimento transcorreu sem intercorrências e que Adriele apresentou, já na etapa final, sinais compatíveis com hipertermia maligna, condição rara e potencialmente fatal relacionada a determinados agentes anestésicos.

A assessoria jurídica também negou abandono da paciente ou fuga da unidade e afirmou que o médico permanece à disposição das autoridades.

Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa da morte nem definição de responsabilidade. Com versões que ainda precisam ser confrontadas com prontuários, perícias e depoimentos, uma pergunta permanece no centro do caso: o que aconteceu entre a entrada de Adriele no hospital e o momento em que sua família recebeu a notícia da morte? A resposta deverá vir da investigação técnica, e não de conclusões antecipadas.

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