
A eleição de Jaques Wagner ao governo da Bahia, em 2006, marcou uma mudança histórica no cenário político do estado. Ao derrotar o grupo ligado a Antônio Carlos Magalhães, Wagner interrompeu uma hegemonia que havia atravessado décadas e inaugurou uma nova fase de relações entre o Governo do Estado, os municípios e diferentes forças políticas.
A partir dali, a gestão petista passou a defender uma atuação baseada em diálogo institucional, inclusive com prefeitos de oposição. A ideia era de que investimentos, obras e serviços públicos deveriam chegar aos municípios independentemente do alinhamento partidário. Esse modelo político, apresentado pelo grupo como uma ruptura com práticas anteriores, foi mantido nos governos de Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.
Entre os episódios lembrados desse período está a decisão de o Governo da Bahia assumir, em 2013, a condução do metrô de Salvador, após anos de obras sem operação comercial. Wagner inaugurou o primeiro trecho em 2014, Rui Costa ampliou a rede e, atualmente, Jerônimo Rodrigues conduz novas etapas de expansão, com participação do Governo Federal.
Outro marco citado pela gestão Wagner foi a elaboração participativa do Plano Plurianual 2008-2011. Segundo os dados apresentados, cerca de 12 mil pessoas participaram diretamente das plenárias e apresentaram aproximadamente 8 mil sugestões. Considerando reuniões preparatórias e outras atividades, o processo teria mobilizado perto de 40 mil participantes.
Duas décadas depois daquela eleição, a vitória de 2006 segue como um dos principais pontos de inflexão da política baiana. Para aliados de Wagner, representou o fim de um modelo centralizador e a consolidação de uma prática mais republicana. Para seus adversários, a avaliação sobre esse legado permanece no campo da disputa política e da interpretação histórica.