JORNALISTA EDERIVALDO BENEDITO LANÇA “MEU PRETO!” , SEU SEGUNDO LIVRO DE POEMAS

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O jornalista e radialista itabunense Ederivaldo Benedito, conhecido como Bené, lança pela Via Litterarum Editora seu segundo livro de poemas, Meu Preto!. A obra reúne reflexões sobre negritude, afetividade, relacionamentos e memória, em uma abordagem lírica e crítica que valoriza a cultura e a identidade negra.

O prefácio é assinado pelo poeta e professor Ruy do Carmo Póvoas, mestre em Letras Vernáculas e docente da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Para ele, a obra é “um longo poema, constituído de sessenta estrofes”, no qual as figuras da mulher amada e da mãe se encontram para exaltar a negritude e seus valores.

A apresentação é de Maria de Lourdes Netto Simões, a Tica Simões, professora da Uesc, doutora em Estudos Portugueses e pós-doutora em Literatura Comparada e Turismo Cultural. Segundo ela, o livro destaca contribuições culturais, religiosas e sociais da população negra, historicamente tratada de forma desigual.

Bené define Meu Preto! como “uma caixa de memória”, marcada pela presença feminina, pelas lembranças familiares e pelas experiências afetivas. A obra, segundo o autor, reúne pensamentos inspirados no cotidiano e em relações amorosas intensas, duradouras ou passageiras, mas significativas.

Cinco décadas de jornalismo e literaturaNascido em Itabuna, em 1959, Ederivaldo Benedito iniciou sua trajetória no jornalismo e no rádio em março de 1975. Ao longo de cinco décadas, atuou como repórter, redator, editor, produtor de televisão, assessor de imprensa, radialista e blogueiro.

Trabalhou em veículos como Correio da Bahia, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Notícias Populares, O Estado de S. Paulo, O Globo e A Tarde. Também participou da fundação das TVs Cabrália e Santa Cruz e atuou na área de comunicação social da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), onde se aposentou.

Além do jornalismo, Bené desenvolve atividades ligadas à memória e à literatura. Seu primeiro livro de poemas, Expresso do Tempo, foi publicado em 1982, pelas Edições GRD, de São Paulo. Seus primeiros trabalhos literários apareceram na página “Sua Vez”, do extinto Diário de Itabuna.

Entre seus trabalhos inéditos estão Revelação do Plano dos Arquitetos do Caos, que recebeu menção honrosa no Concurso de Poesia Firmino Rocha, promovido pela Prefeitura de Itabuna em 1981; Opostos do Universo — Oitenta haicais acerca de dualidades e contrastes; Não vivo, sobrevivo!; e obras de prosa e literatura infantil.

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