PF deflagra operação, tem Jaques Wagner entre os alvos, e PT sai em sua defesa

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Nota assinada por Éden Valadares manifesta apoio ao senador baiano e critica Flávio Bolsonaro após ação da Polícia Federal relacionada ao Caso Master

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que tem entre os investigados o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Lima.

A ação integra um inquérito que apura supostas irregularidades relacionadas ao chamado Caso Master, envolvendo operações financeiras sob investigação das autoridades.

Durante a operação, agentes federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

As medidas foram autorizadas pela Justiça com o objetivo de recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Augusto Lima é apontado pelos investigadores como uma das figuras centrais do caso.

O empresário possui atuação em diversos segmentos econômicos e já teve seu nome citado em apurações relacionadas ao setor financeiro.

Já o senador Jaques Wagner, líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado Federal, também figura entre os alvos da operação. O parlamentar já reconheceu manter relações políticas e institucionais com Augusto Lima, mas nega qualquer envolvimento em irregularidades.

PT manifesta apoio a Wagner

Horas após a deflagração da operação, o Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota em defesa de Jaques Wagner.

O posicionamento foi assinado pelo secretário de Comunicação do PT na Bahia, Éden Valadares, que reafirmou a confiança da legenda no senador.

“Jaques Wagner teve e tem nosso inteiro apoio e confiamos que poderá esclarecer qualquer dúvida durante a investigação”, afirmou o dirigente partidário.

Segundo Éden, o partido acredita que o senador colaborará com as autoridades e demonstrará a inexistência de qualquer irregularidade envolvendo sua atuação.

Críticas a Flávio Bolsonaro

Na mesma nota, Éden Valadares direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e à família Bolsonaro. O dirigente afirmou que a autorização para funcionamento do Banco Master ocorreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Quem autorizou o Banco Master foi o governo Bolsonaro. Quem é íntimo de Daniel Vorcaro, visitou mesmo após a prisão e tem ele como um ‘irmão’ é Flávio Bolsonaro. Quem recebeu milhões de reais deste esquema foi a família Bolsonaro”, diz o texto.

Ainda segundo o secretário de Comunicação do PT, a tentativa de associar igualmente diferentes grupos políticos ao caso seria uma estratégia para reduzir os impactos políticos das investigações.

“A tentativa de Flávio Bolsonaro de criar uma falsa simetria é inócua e só mostra o tamanho do seu desespero por ter sido pego na mentira”, acrescentou.

Investigações seguem em andamento

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o material apreendido durante a operação nem sobre os próximos passos da investigação.

As defesas dos investigados ainda não haviam se manifestado oficialmente até o fechamento desta reportagem.

A Operação Compliance Zero segue em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.

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