
Novos critérios reduzem períodos de espera e podem ampliar o número de pessoas aptas a doar
As regras para doação de sangue no Brasil mudaram. A Portaria GM/MS nº 11.685/2026, do Ministério da Saúde, já está em vigor e atualiza critérios de idade, condições de saúde e períodos de inaptidão temporária, mantendo a avaliação individual realizada pelos serviços de hemoterapia.
Entre as principais mudanças, quem recebeu transfusão de sangue ou teve novo parceiro sexual passa a aguardar quatro meses para doar, em vez de 12. No caso de resfriado comum, sem febre, o período cai de sete para três dias após o fim dos sintomas, desde que não haja uso de medicamentos.
Outra novidade permite que doadores habituais com mais de 70 anos continuem doando, desde que estejam saudáveis e sejam considerados aptos após avaliação médica.
Também houve mudanças para pessoas que tiveram câncer. Em diversos tipos de neoplasia, a doação poderá ser avaliada após cinco anos do fim do tratamento, com remissão completa e sem doença ativa. Melanoma, leucemias, linfomas e mielomas permanecem entre as situações de impedimento definitivo.
A atualização busca ampliar o acesso à doação sem reduzir a segurança de quem doa ou de quem recebe o sangue.