FALTA DE TÉCNICOS NO IML DE PORTO SEGURO ATRASA LIBERAÇÃO DE CORPOS E OBRIGA TRANSFERÊNCIAS PARA EUNÁPOLIS

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Unidade ficaria até dez dias por mês sem profissionais de necropsia; famílias relatam longas esperas e Prefeitura afirma que gestão do serviço cabe ao Estado

A falta de técnicos de necropsia no Instituto Médico Legal (IML) de Porto Seguro tem provocado deslocamentos de corpos para Eunápolis e aumentado o tempo de espera de famílias pela realização dos exames e pela liberação para sepultamento. Segundo apuração do Radar, a unidade chega a ficar dez dias por mês sem profissionais dessa função, mesmo em períodos nos quais há médicos-legistas de plantão.

A deficiência na escala vem sendo alvo de reclamações desde setembro. Em um dos relatos apresentados à reportagem, um familiar afirmou ter aguardado cerca de 18 horas pela liberação do corpo de um parente, que precisou ser levado de Porto Seguro a Eunápolis para realização da necropsia.

O impacto vai além da sede do município. O IML de Porto Seguro também atende ocorrências de Arraial d’Ajuda, Trancoso e Caraíva, além de cidades como Santa Cruz Cabrália e Belmonte, ampliando a demanda sobre uma estrutura que, segundo a apuração, trabalha com quadro reduzido.

Atualmente, a unidade contaria com dois auxiliares de necropsia cedidos pela Prefeitura de Porto Seguro. Um terceiro profissional teria sido remanejado para outra função, circunstância que estaria dificultando o fechamento das escalas.

Questionada sobre a situação, a Prefeitura informou que a gestão do Departamento de Polícia Técnica (DPT), estrutura à qual o IML está vinculado, é de responsabilidade do Governo do Estado da Bahia. O problema, enquanto não solucionado, atinge justamente um momento de extrema vulnerabilidade: o das famílias que aguardam a liberação de seus parentes para a despedida e o sepultamento.

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