
A Bahia seguirá por mais 180 dias em situação de emergência zoossanitária relacionada à influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1). A prorrogação foi estabelecida pelo Decreto nº 24.811, assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues e publicado no Diário Oficial do Estado. A medida tem validade retroativa a 18 de julho de 2026.
A decisão mantém mobilizados os órgãos estaduais responsáveis pela defesa agropecuária e pela saúde, que seguem com ações de vigilância, prevenção e controle para identificar possíveis ocorrências e reduzir o risco de disseminação do vírus entre animais.
A emergência zoossanitária foi decretada originalmente em julho de 2023, após a identificação do H5N1 em uma ave silvestre da espécie trinta-réis-real, encontrada em Caravelas, no extremo sul da Bahia. Na ocasião, três pessoas que tiveram contato com o animal foram acompanhadas pelas autoridades de saúde e não apresentaram sintomas gripais durante o período de monitoramento.
O H5N1 atinge principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações específicas, seres humanos. De acordo com as autoridades sanitárias, a transmissão para pessoas é considerada rara e está normalmente associada ao contato direto e sem proteção com animais infectados ou ambientes contaminados por secreções, saliva ou fezes.
A orientação permanece a mesma: aves silvestres encontradas doentes ou mortas não devem ser tocadas ou manipuladas pela população. A ocorrência deve ser comunicada aos órgãos responsáveis pela vigilância sanitária e agropecuária.
Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão do H5N1 entre seres humanos é muito rara e não há evidência de transmissão sustentada entre pessoas. A manutenção da emergência na Bahia, portanto, tem caráter preventivo e permite a continuidade das ações de monitoramento e resposta rápida diante de eventuais novos registros.
Crédito O Trombone